Aos pais:
Atualmente, além do Teste do Pezinho, existe mais um exame para o bebê: o Teste da Orelhinha.
Este exame é realizado aqui em Campo Grande há pouco tempo, por isso muitos pais nunca ouviram falar.
Trata-se de um exame para diagnóstico de deficiência auditiva congênita e, ao contrário do que se pensa, este problema é bastante freqüente, tendo uma incidência 30 vezes maior do que a incidência do exame de fenilcetonúria (pesquisada no Teste do Pezinho).
O bebê se desenvolve graças aos estímulos. Estes estímulos fazem com que células do sistema nervoso se conectem. Desta forma, qualquer problema, por menor que seja, pode afetar este processo, acarretando em um problema no desenvolvimento normal do bebê.
No que diz respeito a audição, este processo ocorre principalmente nos seis primeiros meses de vida, por isso o diagnóstico precoce de qualquer problema auditivo é decisivo e fundamental para o bebê.
Mesmo um bebê que assusta pode ter um problema, por isso, atualmente, o Teste da Orelhinha é recomendado de rotina para todos os recém-natos.
As mães que internam para o parto pela Unisaúde têm direito ao exame pelo plano para seus bebês.
O exame é simples, feito de preferência com o bebê dormindo, não é invasivo, ou seja, não é preciso furar o bebê. O exame é feito através de dois procedimentos: Emissões otoacústicas evocadas e reflexo cócleo-palpebral.
Este exame geralmente pode ser feito na maternidade antes da alta do bebê. Para isso é só solicitar no momento da internação. Maiores informações podem ser obtidas dentro da própria maternidade com a equipe de fonoaudiólogos responsáveis pelo exame.
Nara Gonçalves Comparin
Fonoaudióloga