Mas
afinal, o que é menopausa? Se você é
como a maioria das mulheres de hoje em dia, esta palavra
pode deixá-la apavorada, sem saber o que esperar.
Associamos a idéia de ondas de calor e outros
sintomas debilitantes, como se fossemos perder o viço
e a feminilidade pelo simples fato de não mais
precisarmos menstruar.
A menopausa é uma despedida de determinados
aspectos femininos que nos definiam como "mocinhas"
mas não a perda da nossa feminilidade. Na verdade,
acontece um aprimoramento desta qualidade. Os aspectos
negativos da menopausa são exaltados, enquanto
os aspectos positivos são quase ignorados.
Em sociedades como a nossa, onde se valoriza demais
a juventude e a fertilidade, a mulher passa a se sentir
vazia e improdutiva, por isso a menopausa passa a
representar o medo de envelhecer e a sensação
de inutilidade.
Como médica envolvida neste processo de saúde
da mulher há quinze anos, percebo que a associação
do medo com a falta de informação acabam
causando muita insegurança e confusão.
Precisamos aprender a filtrar, através do bom
senso, o conjunto de informações preconceituosas
que chegam a todas nós a respeito da menopausa.
Esses preconceitos geram uma atitude negativa da classe
médica e da sociedade, que vão se arraigando
em muitas de nós e podem levar a ansiedade
desnecessária.
Considerar que as mulheres deveriam se tornar dependentes
de tratamento para corrigir uma síndrome de
deficiência hormonal é violar a natureza
feminina e menosprezar um rito de passagem. Menopausa
é apenas uma definição de um
período da vida da mulher e jamais um compromisso
com a doença ou com o sofrimento.
Quando pensamos em saúde, pensamos em equilíbrio
mente/corpo/espírito. Sintomas são a
linguagem que o corpo se utiliza para expressar algum
desequilíbrio, mas se prestarmos atenção,
poderemos perceber os principais sintomas da menopausa
como sinais de uma mudança.
Quanto mais você compreender o sentido desta
mudança, mais preparada e confiante estará
para escolher os recursos disponíveis e tornar
este período o mais suave possível.
O corpo feminino, em perfeita sintonia com o tempo
e com os ritmos biológicos, se encarrega de
fazer todas estas transformações de
maneira suave. Se você se submeteu a cirurgia
para retirada do útero (histerectomia), e principalmente
se houve a retirada dos ovários, pode sentir
a menopausa de maneira mais brusca. A sensação
que fica é a de um elevador, preso entre dois
andares, respondendo de maneira inadequada aos estímulos
hormonais.
A menopausa natural ocorre por volta dos 50 anos,
mas fatores como o stress, a depressão, a exposição
a certos produtos tóxicos como cigarros e álcool
podem antecipar a chegada da menopausa.
Os desconfortos da menopausa são causados pelos
esforços que o organismo faz para se adaptar
às oscilações dos níveis
hormonais que, muitas vezes, são fortemente
acentuados por nosso estilo de vida e pelo que comemos,
ou que deixamos de comer. Um tratamento dietético
muito eficaz para a maioria dos sintomas da menopausa
é a soja.
A soja é rica em fitoestrogênios, substância
presente em outros vegetais, com ação
igual ao estrogênio. Uma xícara de feijão
de soja fornece aproximadamente 300 mg do fitoestrogênios
isoflavona, que equivale à cerca de 0,45 mg
de estrogênio conjugado (Premarim).
Enquanto a terapia hormonal pode aumentar o risco
de câncer de mama e útero, o consumo
de alimentos derivados da soja está associado
a uma redução deste risco. Talvez a
forma mais interessante seja observar o porque da
mulher americana ter cinco vezes mais chances que
a japonesa de desenvolver câncer de mama.
Os fatores genéticos são os responsáveis?
Parece que não, pois quando as japonesas se
mudam para os Estados Unidos e adotam os hábitos
alimentares americanos, seu risco de ter câncer
de mama se iguala ao da americana. Em suma, a intensidade
dos distúrbios da menopausa e a incidência
para o câncer parecem estar ligadas, essencialmente,
às deficiências nutricionais, e não
necessariamente às oscilações
dos níveis de hormônios e ao envelhecimento.
Os fitohormônios, o boro e os ácidos
graxos essenciais estão na linha de frente
de diversas pesquisas científicas quanto ao
seu emprego para promover a saúde da mulher
nesta fase tão interessante da nossa vida.
Eles diminuem o fluxo menstrual irregular que antecede
a menopausa, fortalecem os ossos, ajudam na proteção
cardiovascular e contribuem para manter a saúde
e a elasticidade da pele. O boro é um mineral
necessário para o metabolismo do cálcio,
e para manter a agilidade física e mental.
Duas maçãs grandes, uma xícara
de brócolis ou uma mão cheia de frutas
e sementes secas (nozes, amêndoas, etc.) fornecem
um a três mg de boro. Para uma melhor prevenção
da osteoporose, além do cálcio que tradicionalmente
se recomenda, o boro deve ser incluído na dieta.
Muitos medicamentos à base de plantas demonstram
possuir ação benéfica sobre o
sistema hormonal feminino. Estes fitohormônios
atuam em quase todos os sintomas da menopausa, melhorando
as ondas de calor, as irregularidades menstruais,
cólicas, dores mamárias, TPM, reduzem
o colesterol elevado, previnem a osteoporose e retardam
a evolução da doença de Alzheimer.
Algumas destas plantas como Dong Quai, Cimicifuga
racemosa (Black cohosh), Dioscorea villosa (Wild Yam),
anis (erva doce), Serenoa repens (Saw Palmetto), Vitex
agnus-castus entre outras, são a grande promessa
da medicina natural.
A terapêutica homeopática é um
tratamento seguro e natural antes, durante e depois
da menopausa Para o homeopata, a menopausa é
apenas um importante estágio no amadurecimento
da mulher, um momento de aprendizado. O remédio
homeopático Folliculinum é uma das grandes
opções e trás benefícios
gerais para a mulher no período da menopausa.
Age estimulando a produção de estrogênios
endógenos naturais, pelos ovários e
glândulas supra-renais, além de atuar
no metabolismo destes hormônios pelo fígado
e rins. A substância é feita a partir
de folículos de ovários, rica no hormônio
estrona. |