Conjuntivite: Como evitá-la

19/12/2017 | 08:13

 

Oftalmologista explica que costume de lavar as mãos, não coçar os olhos e evitar ambientes com muita poluição diminuem o risco de adquirir a doença 
Olhos avermelhados que lacrimejam, muita coceira e aquela sensação de irritação são quase sempre sinais da conjuntivite. Apesar de poder ocorrer em qualquer época do ano, a doença costuma ser mais comum nas estações da primavera e verão, ocasiões que as chances de surtos e, às vezes, epidemias são maiores. Os sintomas são desagradáveis e dificultam a realização de tarefas do dia a dia, mas existe tratamento, além da necessidade de precauções básicas para solucionar e prevenir o mal. 
A conjuntivite caracteriza-se pela inflamação da conjuntiva, uma pele transparente que recobre todo o olho, com exceção da córnea e íris – as partes coloridas. Existem diversos tipos para a patologia de acordo com sua causa, como a conjuntivite alérgica (causada por alergia), conjuntivite bacteriana (por bactérias), conjuntivite viral (por vírus) e por trauma, agentes químicos, clamídias ou tracoma. 
Segundo Jacyro Macchi, oftalmologista do Hapvida Saúde, cada causa é promovida por um agente diferente e os sintomas costumam ser a coceira nos olhos, secreções, lacrimejamento e conjuntiva inchada. “Tecnicamente, a alergia é uma forma de conjuntivite. Na conjuntivite alérgica, piora muito rápido (questão de horas), coça bastante, a conjuntiva incha e existe muito lacrimejamento. Outros tipos de conjuntivite costumam ser mais lentos (de 2 a 5 dias), também incham e podem ter lacrimejamento e secreções”, explica o médico. 
Macchi ressalta que a inflamação pode afetar um ou dois olhos, sendo mais comum que os dois sejam prejudicados devido à proximidade um do outro. Logo, medidas de higiene e o não compartilhamento de objetos com pessoas contaminadas são imprescindíveis para a prevenção. “Lavar as mãos com frequência, evitar coçar os olhos e ambientes com muita poluição são fundamentais”, enfatiza Macchi. 
O tratamento deve ser orientado por um oftalmologista que identificará o verdadeiro causador da conjuntivite para indicar o tratamento mais adequado. “Evite automedicação, pois o remédio errado, na dose incorreta, pode levar a graves consequências, até a perda da visão.  A boa higiene nunca é contraindicada, além de compressas frias que aliviam a ardência. Mas procure sempre um médico oftalmologista para cuidar bem de você, orienta o especialista.

Fonte: HapVida