SP: Superlotação da Santa Casa de Mogi atinge setor da maternidade

22/12/2017 | 07:45

UTI neonatal já enfrenta problemas de falta de vagas desde a última semana. Na maternidade, há são 56 gestantes nesta quarta-feira (20) e a capacidade é de apenas 38. 
Além da UTI neonatal, o setor da maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes também está superlotado. Nesta quarta-feira (20), havia são 56 gestantes, sendo que a capacidade é para 38 mulheres. A previsão da Santa Casa é que 13 mulheres tenham alta ainda nesta quarta. 
Das pacientes que continuam lá, 53 são de Mogi das Cruzes, outras duas são de Biritiba Mirim e uma é de Salesópolis. A Santa Casa também diz que o setor é de alta rotatividade e que, quase todos os dias, 15 gestantes recebem alta. As medidas de contingência não foram ampliadas. Estão mantidas as adotadas na última semana, que incluem a transferência de mulheres com gestação de risco para outras unidades. 
No setor da UTI Neonatal são 30 bebês nesta quarta. Em todo o setor a capacidade é para 25 crianças. Nove delas estão na UTI, duas em isolamento, sete na área de cuidados intermediários I, nove na área de cuidados intermediários II e três no berçário externo. 
A Santa Casa faz, em média, 450 partos por mês e atende cerca de 2 mil gestantes. Atualmente o hospital está com 30 bebês na unidade neonatal, que inclui UTI, cuidados intermediários I e II, berçário externo e isolamento. Este setor conta com 25 leitos. 
De acordo com a Santa Casa, muitos pacientes têm prematuridade extrema, o que leva à necessidade de vários meses na UTI. Assim, os leitos ocupados têm pouca rotatividade. 
O mesmo problema foi registrado em outubro e, em maio. 
O plano de contingência, segundo a Santa Casa, inclui: 
Notificação das autoridades responsáveis como Secretaria Estadual e Municipal de Saúde, Samu e Cross; 
Adequação de equipamentos e equipe médica, de enfermagem e multiprofissional que possam fazer frente às necessidades do momento; 
Solicitação de pedido de transferência de casos de Alto Risco para a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross); 
Instalação de medidas de apoio do serviço de Controle de Infecção Hospitalar para atuação preventiva, evitando qualquer complicação decorrente do aumento da demanda.

Fonte: G1