Notícia 14/12/2018

Automedicação e remédios inapropriados

 Revista da Associação Médica Brasileira alerta para o tema e aborda seu uso pelos idosos 
O uso de medicamentos sem controle médico e de venda livre é uma preocupação constante da saúde pública por causa de suas potenciais consequências negativas. 
A Revista da Associação Médica Brasileira vem alertando para o tema da automedicação e recentemente abordou seu uso pelos idosos. 
Na revista, os médicos Milton L. Gorzoni e Renato A. Fabbri, da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, apresentam uma lista de medicamentos de venda livre potencialmente inapropriados para pessoas acima dos 65 anos de idade, principalmente no caso de estarem em tratamento com remédios controlados. 
O resultado da automedicação sem controle, concomitantemente com o uso de remédios receitados, é a polifarmacoterapia, com a sua repercussão inadequada nos idosos. 
Na lista constam antiácidos, antieméticos (para controle de vômitos), antiespasmódicos (para cólicas), anti-histamínicos (para reações alérgicas), anti-inflamatórios e relaxantes musculares. 
Segundo a médica Suely Rozenfeld, da Escola Nacional de Saúde Pública, no Rio, a farmacologia para os idosos tem peculiaridades, pois, com a idade, a massa muscular e a água corporal diminuem. 
O metabolismo e a capacidade de filtração e excreção dos rins no idoso podem estar comprometidos, surgindo dessa forma uma dificuldade de eliminar substâncias tóxicas do organismo e a produção de reações adversas. 
Rozenfeld sugere para o paciente idoso o emprego de medidas não farmacológicas, quando indicadas, a revisão periódica dos remédios em uso e a suspensão dos medicamentos sempre que possível. 
Para prevenir efeitos prejudiciais dos medicamentos nesses pacientes, é importante verificar o número de remédios que eles usam e os que são contraindicados, com risco de provocarem efeitos adversos. 

Fonte: (Julio Abramczyk - Folha de S.PAulo)

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