Notícia 03/03/2017

DF: Saúde vai distribuir 12 mil repelentes a grávidas

Previsão é de que entrega ocorra já em março. Material foi repassado pelo governo federal. 
A Secretaria de Saúde informou que vai distribuir 12 mil repelentes para mulheres grávidas de baixa renda que recebem algum benefício do governo federal. A previsão é de que a entrega ocorra ainda em março. No entanto, a pasta não precisou a data específica para o começo da distribuição. 
Segundo a secretaria, o objetivo é reforçar a proteção das mulheres grávidas para evitar que a microcefalia – transmitida pelo vírus da zika – atinja bebês que ainda vão nascer. 
"Essa entrega às mulheres grávidas do Distrito Federal se dá ao fato de podermos proporcionar a essas pessoas em situação de vulnerabilidade social mais uma forma de defesa contra os riscos trazidos pelo zika", afirmou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho. 
Os repelentes serão distribuídos em formato de spray em embalagens de 100 ml. O fornecimento é feito pelos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e a distribuição acontecerá nas superintendências das sete regiões de saúde do DF: Norte, Sul, Leste, Oeste, Sudoeste, Centro-Norte e Centro-Sul. 
Mesmo com a distribuição dos repelentes, a Secretaria afirma que a população também deve fazer a parte dela, mantendo caixas, tonéis e barris de água com tampa; fechando bem os sacos plásticos com lixo; mantendo garrafas de vidro ou plástico sempre com a boca para baixo e enchendo os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda. 
Estatísticas 
Em 2016, o Distrito Federal registrou 200 casos de vírus da Zika. Desses, 42 ocorreram em gestantes. Ao todo, 38 bebês nasceram de mães que tinham a doença; dois apresentavam alguma "intercorrência", e um morreu. 
O vírus da zika 
De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus foi descoberto em 1947, em macacos que viviam em uma floresta em Uganda, na África, chamada Zika – por isso a doença tem esse nome. E apenas em abril de 2015, o vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil. 
A única forma de propagação do zika é pela picada do Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a febre chikungunya. Geralmente, assim como nos outros casos, o mosquito fêmea é o transmissor da doença. O ministério ainda afirma que a doença não é transmitida via leite materno, urina e saliva. 
Em função disso, apesar de pouco tempo no país, 215 mil casos de zika foram confirmados pelo Ministério da Saúde em todo o Brasil, até 2016. A maior parte dos registros aconteceu nas regiões Sudeste (42%) e Nordeste (35%), tendo os estados do Rio de Janeiro e Bahia como os líderes de incidência da doença, 68 mil e 51 mil casos, respectivamente. 
Entre os principais sintomas estão dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. 
No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após três a sete dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez. 
Atualmente não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus. Também não há vacina contra a doença. O tratamento recomendado pelo ministério é o uso de paracetamol ou dipirona para o controle da febre e da dor. Porém, a pasta recomenda não usar remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. 

Fonte: (G1)

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