Notícia 31/08/2017

Fatores ambientais são responsáveis por até 90% dos casos de câncer

Oncogenética no IBCC estuda alterações nos genes relacionados à doença e, a partir do Aconselhamento Genético, é feito um levantamento do histórico pessoal do paciente. 
Área da medicina que estuda as alterações genéticas relacionadas ao câncer, que podem ser transmitidas de geração a geração e que aumentam o risco para o desenvolvimento de tumores malignos, a oncogenética consiste em um trabalho preventivo para identificar e analisar essas alterações. 
Na Oncogenética, conforme a médica geneticista do IBCC, Dra. Daniele Paixão Pereira, o paciente passa por uma avaliação chamada de Aconselhamento Genético. Nessa avaliação, é feito um levantamento do histórico pessoal de câncer do paciente e de todos os seus familiares, tanto do lado paterno quanto materno. “Informações como o número de familiares que tiveram câncer, o tipo de câncer, onde e em qual idade o tumor se desenvolveu em cada um e documentos que comprovem o caso de doença na família, são muito importantes”, destaca a médica. 
Caso o paciente avaliado tenha características dessas síndromes de predisposição, será indicado o teste genético para a análise de genes relacionados ao câncer, específico para cada família. “E uma vez encontrada a alteração genética, é possível iniciar um acompanhamento personalizado visando a prevenção do câncer, buscar outros familiares em risco que também podem ter herdado a mesma alteração”, frisa a especialista. 
Síndromes 
O câncer hereditário ocorre quando um indivíduo já nasce com uma alteração genética (no DNA) que está presente em todas as células do corpo que pode ter sido herdada do pai ou da mãe e que causa uma predisposição para o desenvolvimento de tumores malignos. E isso ocorre em apenas cerca de 10% dos casos de câncer. “A maioria dos casos de câncer (90%) são esporádicos, ou seja, ocorrem devido a exposição aos fatores de risco relacionados ao meio ambiente e não estão relacionados com a hereditariedade”, explica a Dra. 
Essas alterações genéticas herdadas estão relacionadas com as chamadas Síndromes de predisposição hereditária ao câncer. Essas síndromes têm como característica a ocorrência de vários casos de câncer na família, o mesmo tipo de câncer acometendo várias gerações, diagnóstico de câncer em idade mais jovem que o habitual, ocorrência de tumores raros ou bilaterais ou vários tumores primários num mesmo indivíduo. Todos os indivíduos com essas características devem ser avaliados pela oncogenética. 
Riscos 
Apesar de o câncer hereditário representar a minoria dos casos, os indivíduos que possuem uma síndrome de predisposição apresentam um risco muito elevado de ter câncer ao longo da vida em comparação à população geral. “Assim, a identificação desses indivíduos e de seus familiares é fundamental para que essas famílias tenham um acompanhamento adequado, com adoção de estratégias específicas, como os programas de rastreamento personalizado, onde são realizados exames periódicos buscando não só a prevenção como a detecção precoce do câncer, possibilitando maior sucesso no tratamento”, revela a médica geneticista. 
Com a ampliação da cobertura nacional para exames genéticos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em vigor desde Janeiro de 2014, os testes genéticos para algumas Síndromes de Predisposição Hereditária ao Câncer podem ser realizados para usuários de planos de assistência médica, quando houver indicação de um médico geneticista e estiver de acordo com os critérios definidos pelas diretrizes publicadas.

Fonte: (IBCC/AssPreviSite)

Total de visita(s): 80