Notícia 03/12/2019

Super idosos: a nova fronteira na saúde

Os super idosos são pessoas acima dos 80 anos que não apresentam doenças crônicas nem fazem uso regular de medicamentos

No Brasil a terceira idade começa legalmente aos 60 anos, mas graças aos avanços da medicina e dos cuidados gerais, o envelhecimento começa mais tarde.Hoje em dia, já falamos de “Quarta Idade”, que começa aos 80 anos. Essa classificação foge de critérios clínicos e não está presente em diretrizes e outras publicações científicas, mas começa a circular extraoficialmente no rol de foco nas condutas médicas.

Nessa fase precisamos de um grande enfoque de prevenção e busca ativa de sinais e sintomas.Pesquisar deficiências nutricionais e fragilidades faz a diferença no estilo de vida, prevenindo o aparecimento de doenças. Identificar o exercício adequado e orientar a carga dessa atividade pode prevenir quedas, fraturas e outras lesões. Orientar o uso adequado de antidepressivos, indutores de sono e medicamentos para controle das dores crônicas, bem como reduzir medicamentos desnecessários fazem toda a diferença.

Vida ativa, feliz e plena de atividades sociais pode ser alcançada.No entanto, uma nova realidade em envelhecimento começa a aparecer no dia a dia de consultório: o chamado super idoso.

Envelhecimento populacional

O Brasil e o mundo estão passando por uma importante transição demográfica, caracterizada pelo aumento da população idosa. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que em 2050 estaremos com 2 milhões de idosos acima de 100 anos no mundo.

Essa mudança na população, acompanhada de melhores condições de saneamento e acesso a tratamentos médicos, faz aumentar também o número de idosos com idade acima de 80 anos, 90 e 100 anos, os chamados centenários. Porém, uma característica de parte dessa população tem chamado atenção:o aumento de pessoas com mais de 80 anos que não possuem nenhum tipo de doença ou comprometimento clínico: são os super idosos.

Os super idosos Nas discussões científicas, são chamados de super idosos pessoas com 80 anos ou mais que, diante de um teste que avalia memória, auto conhecimento, e raciocínio lógico, apresentam um desempenho igual ou superior ao de pessoas na faixa de 50 a 60 anos. 

Além disso, são consideradas saudáveis por não apresentarem doenças crônicas e não utilizarem medicamento. Essa população corresponde a, aproximadamente, 10% da população com 80 anos.Mas, o que se sabe sobre o estilo de vida pregresso, as ações nutricionais, atividade física e comportamentos sociais que possibilitaram essa longevidade?

Estilo de vida saudável

Na verdade, o que se sabe até agora é que esses idosos mantêm durante toda a sua vida a prática de atividade física regular, uma alimentação equilibrada, boas relações familiares e sociais e uma postura positiva diante das adversidades da vida, sendo que os super-idosos normalmente apresentam perfil de dieta próximo ao recomendado pela dieta Mediterrânea e Mind (dieta que integra conceitos da dieta mediterrânea e dieta DASH).

Essas duas dietas, ou estilos de vida, para ser mais correto, apresentam grande consumo de produtos vegetais, em torno de cinco a sete porções por dia, reduzido consumo de sal, menos de cinco gramas de sal por dia, reduzido consumo de gordura saturada, a gordura animal e reduzido consumo de açúcar.

No enfoque metabólico e intestinal, esses idosos apresentam um perfil de microbiota intestinal próprio, com aumento de bactérias simbióticas, as chamadas “bactérias boas”, melhor controle da glicemia, menor obesidade, ou melhor, grande parte deles nunca foram considerados obesos, com isso apresentam glicemia dentro dos níveis normais, o mesmo com os valores de colesterol e triglicérides.

 

Fonte: (Veja.com)

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